01/11/2009...2:49 pm

Não somos racistas? Eu tenho vergonha alheia da classe média racista e da polícia que compactua com ela

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Morro de vergonha alheia quando vejo este show de horror, preconceito e discriminação e mais quando tudo, apesar de registrado, é entendido pela polícia como algo que não é demonstração de racismo.

O que mais esta médica sem noção e descontrolada deveria fazer para o delegado entender que suas ações foram desrespeitosas, injuriosas, preconceituosas e discriminatórias?

O que mais os leitores deste blog, que afirmam que não existe racismo no Brasil, que acusam os negros (ao lutarem contra este tipo de situação vivida cotidianamente como a que viveu este funcionário do check-in da Gol do aeroporto de Aracaju)  de   ‘racializar o Brasil’, de quererem ‘acabar com a belíssima democracia racial que temos’, de desejarem criar ‘ódio racial no Brasil’, precisam ver para se convencerem que vivemos em um país onde o racismo impera, humilha, exclui e mata?

A classe média conservadora representada por esta médica preconceituosa e descontrolada é prova cabal de que ainda temos muito o que avançar em termos de Justiça para criminalizar os racistas e estender as ações que permitem tornar a sociedade brasileira menos racializada.

O que mais é preciso ser visto e dito para que os opositores às cotas e às ações afirmativas entendam que  a condição socioracial desta médica descontrolada e preconceituosa faz com que ela pense que tem mais direitos que os demais mortais no planeta? Ela chega 15 minutos antes da partida  de um vôo internacional e acha que os funcionários da companhia e do aeroporto estão à disposição dela!  A condição privilegiada de branquitude torna pessoas como esta médica crianças mimadas que ao ser contrariadas acham que têm o direito de agir como ela agiu.

Na mente racista e deturpada desta médica descontrolada sua profissão e sua branquitude lhe dão poder de embarcar mesmo que seu atraso tenha inviabilizado seu embarque e em sua mente deturpada pelo racismo o raciocínio que impera é o de:  “como um ‘nego’ qualquer, balconista de um check-in ousa impedi-la? Quem é esse ‘morto de fome’ diante dela?” A quem, inclusive, ela considera que tem o direito de ameaçar: “sou médica e se você seu ‘cachorro’, seu ‘negô’, seu ‘morto de fome’ precisar de mim, vai morrer, não vou socorrê-lo”.

E com todo este show de barbárie verbal e  gestual registrado, a polícia sequer faz o boletim de ocorrência! E não fez porque as partes em questão estão em posição de desigualdade: era uma médica branca de classe média, passageira de um vôo internacional, contra um balconista negro do check-in de uma companhia aérea, simples assim.

A desigualdade social no Brasil não se separa da desigualdade racial, só não as enxerga quem não tem olhos de ver.

Clique aqui para assistir o vídeo da reportagem da TV Sergipe


28 Comentários

  • [...] Não somos racistas? Eu tenho vegonha alheia da classe média e da polícia que compactua com ela &… a few seconds ago from tr.im [...]

  • se eu fosse o marido da dita já pedia a anulação de casamento ali.
    descontrolada, mimada e sem o mínimo de respeito para com as outras pessoas.

  • Blog do Cappacete

    Essa delegacia de “crimes contra vulneráveis” de Aracaju é uma piada, vulnerável é a moral dessa gente, e é sempre assim, fui assistir um jogo do meu time, o Palmeiras, no Parque Antártica, e fiquei no setor Visa, por falta de opção. Este setor Visa recebe um público de classe média, pois seu valor é muito alto, em torno de cem reais (paguei meia). Pois bem, no meio da dita classe média paulista, “culta”, nunca vi tantas cenas de racismo e preconceito social juntas, senti vergonha de ser palmeirense, a classe média paulista não é civilizada, toda a classe média branca brasileira é composta por fascistóides, tenho medo dessa gente.

  • E fora das câmeras? E sem testemunhas? Quantas e quantas vezes este tipo deplorável de cena acontece todo dia.

  • Com certeza essa Fofa tem como livro de cabeceira,o referido do ali camelo!!!
    Merece uma bela de uma cadeia,ou no minimo, um processo por danos morais!

  • Fico triste apenas pelo fato de, em várias partes do seu texto, você frisar o termo “médica”. Acho que se fosse professora ou arquiteta não se usasse a mesma ênfase. Não me ajuda em nada em meu combate contra a dismistificação do profissional médico e melhor informação sobre suas reais condições de trabalho hoje no Brasil.
    Condeno o descontrole da colega, possivelmente até (in)justificada por todo imbróglio da realização de um casamento, MAS NÃO EXISTE JUSTIFICATIVA PARA O OCORRIDO E/OU PARA SUAS REAÇÕES EXTREMAMENTE GRAVES. Ela, de fato, se esqueceu do “Grande Irmão Orwelliano” que é a internet hoje.
    Quero apenas acrescentar algumas informações, por ser sergipano e conhecer um pouco como as coisas funcionam por lá, às vezes: não existe, ao menos em todas as vezes que precisei, AUTORIDADE POLICIAL HIERARQUICAMENTE COMPETENTE para te ajudar em casos como este no aeroporto. Já precisei numa contenda com a OCEANAIR e fiquei sem porto seguro algum.Pagador de impostos que sou, junto com esta “Classe Média Branca” – também não concordo com este “apartheid” brasileiro que você deseja criar, pois raça é uma terminologia anacrônica – exigiria presença,dentro de um prédio de jurisdição federal, de um bom negociador para o ocorrido. Alguém com bom senso, no mínimo. Quando escrevo ajudar , se deve ficar implícito: os dois lados.Os dois lados precisariam de contendor. Fato.
    Outra coisa: todos se conhecem em Aracaju.Fatalmente o delegado de plantão conhecia minha colega de profissão – não de atitudes e preconceitos.Pelo twitter se tem a informação – não checada – que o marido é da polícia federal.Ajudaria a entender o final muito tranquilo, por enquanto, acho eu, do caso.
    Vale uma observação: de Aracaju não partem, nem chegam, vôos internacionais diretos.
    Ademais, parabéns pelo Post e pega leve quando falar dos médicos em seus textos :.).Somos uma classe pouco entendida e o que menos precisamos agora são palavras duras, genéricas e repetidas suas.
    Abaixo o “RACISMO” e preconceito de todas as formas.
    Abraços.

    • Carlos, ela é médica, isso é fato, não condenei em nenhum momento a categoria, nem generalizei nada.
      Abraços
      Obrigada pelas informações e se de fato o que vc diz, se confirmar o fato é ainda mais grave.

    • Pois eu acho que o fato dela ser médica deve sim ser frisado ao exagero se for preciso, principalmente por que sei que se o fato tivesse sido inverso, com os funcionários do aeroporto dizendo algo para uma “médica” isso seria evidenciado ao exagero. Também é bem verdade que muita gente usa o posto/grau seja lá qual for a baboseira do ofício pra se sentir como se tivesse mais direitos que os outros seres humanos. Detalhe se o dito marido dela não é policia federal foi muito omisso em deixar sua noiva/esposa realizar ato de explícita falta de respeito, fico pensando como pessoa desse tipo convive com o trabalho, atendendo pessoas, etc. Esse tipo de exagero deve ser punido, se continuar assim, um dia ninguém aguenta mais e as coisas vão piorar nesse Brasil pelas diferenças sociais e outras mais!

  • Pode ser medica,advogada,ou o que for,nada justifica o comportamento PATOLOGICO dessa criatura.Se de fato,o marido for da policia e isso tiver servido pra aliviar o lado dela,pior ainda.
    E se fosse o contrario?Se o funcionario a tivesse destratado de alguma forma?Com certeza a condicao de medica seria ressaltada.
    Independente de qquer coisa,ela cometeu um crime e tem que responder legalmente por eleou,se for o caso,ser internada numa clinica psiquiatrica para tratamento especifico.
    PS.Fico pensando q se ela ficou nesses “estado de nervos”por causa do casorio,imagina qdo for parir!!

  • Exagerou na bebida alcóolica na festinha de casório,só porque tem status social, é médica ela foi liberada.
    Mas, o crime é inafiançável,como é que o delegado liberou ela??????????????????
    Essa é uma pura racista, se achando superior ao funcionário da companhia aérea.

  • Conceição querida,

    Se tu viesses com certa frequência ao sul do país, certamente terias contato com uma quantidade muito maior de atitudes de discriminação que vão além do racismo apresentado nesse vídeo, porém muito menos explícitas.

    Na esmagadora maioria das lojas de departamento e das butiques dos shoppings, a aparência física conta MUITO: raríssimas são as vendedoras negras e, em geral, precisam ser muito bonitas.

    Há muitos motoristas preconceituosos com motoristas femininas, assim como pessoas pobres e de baixa escolaridade que afirmam com muito menos sutileza do que a classe média que não gostam de negros (embora na maioria das vezes as piores e mais sutis piadas racistas sejam proferidas pela classe média e alta).

    Numa observação não-científica, diria que os mais preconceituosos estão entre aqueles que comem galinha e arrotam faisão.

    No mais, só pra explicar um detalhe que tu deves ter lido no Twitter: quando me refiro à torcida do tradicional adversário (Inter – eca! #prontofalei) como macacos, chimpanzés, etc., isso não tem absolutamente nada a ver com racismo.

    Simplesmente a torcida colorada imita o Grêmio em muitas coisas desde muito tempo. Em relação ao racismo, a origem de ambos os clubes é, infelizmente, racista e de classe alta. O Grêmio foi fundado por um paulista que morava aqui e trouxe a bola da Inglaterra e já havia jogado em Sampa. A ele juntaram-se um monte de descendentes de alemães aqui de Porto Alegre.

    Seis anos depois, outra turma de paulistas e de germânicos pediu pra entrar no Grêmio e não foi aceita. Aí, fundaram o Inter.

    Os colorados se autodenominaram “clube do povo” e, em função de terem se sentido excluídos do Grêmio, passaram a obter uma simpatia maior dos negros em função de uma falácia contada como verdade durante muitas décadas.

    Eles disseram que o primeiro jogador negro do Grêmio foi Tesourinha, já em final de carreira, no término da década de 1940, enquanto eles sempre foram supostamente “abertos” aos negros.

    Mentira: o Grêmio possuía um time várias vezes campeão da cidade e do RS com pelo menos quatro mulatos desde o início da década de 1920.

    Até acredito que, em função de terem mais torcedores negros em função dessa mentira e também por causa da origem dos dirigentes, os gremistas que chamavam os colorados de macacos eram de fato racistas. Porém, na direção do Inter predominava o mesmo sentimento – tanto é que, até hoje, observa-se menos associados no Beira-Rio do que no Olímpico. E ambos os clubes possuem uma quantidade muito pequena de conselheiros negros ou de classes sociais menos abastadas.

    O Grêmio já teve uma torcida gay na década de 1970, a Coligay. Eles eram altamente discriminados pelos colorados (bem mais do que pelos próprios gremistas).

    Em relação à maioria da juventude (que é o público predominante nas arquibancadas de hoje em dia – ambas as torcidas rejuvenesceram demais a partir de seus planos de sócios deste início do século XXI), quando falam em “Gaymio” ou em “Macacada”, a atitude, o pensamento e o sentimento dessa galerinha em geral não é racista.

    Lupiscínio Rodrigues, um dos maiores compositores de samba dor de cotovelo que o Brasil já teve, era negro e gremista. Foi ele quem compôs o hino do Grêmio que, independentemente do fato de eu ser gremista, só compete em métrica e em ritmo com os hinso dos cinco maiores clubes do Rio de Janeiro, todos escritos por Lamartine Babo.

    Pois bem: há um livro (que não possuo e cujo nome ainda não sei – vou pesquisar melhor sobre isso) no qual Lupiscínio Rodrigues Júnior, filho do cantor e proprietário de um excelente bar temático de samba aqui em POA, o “Se Acaso Você Chegasse”, relata a resposta do seu pai à seguinte pergunta:

    - Se o Grêmio era tido como um clube racista e se a maioria dos negros torcia para o Inter, por que você é gremista?

    LR: Havia uma liga amadora composta por times pobres com rapazes negros chamada “Liga da Canela Preta”. E foram os diretores do Internacional que se negaram a aceitar a participação dos times da Liga no Campeonato da Cidade.

    Hoje em dia, além do saci, o Inter também assumiu um macaquinho como seu mascote.

    Essa é uma forma diferente de se lidar com a questão: deve-se levar em conta a intenção (de quem, para quem e como). É algo cultural e histórico bem diferente – e, atualmente, bem mais ameno – do que o caso da médica de classe mérdia.

    Besos,
    Hélio

    • Hélio querido, deste uma aula de história de times e torcidas.
      Embora, em futebol bem sabes tu, infelizmente, que a imensa maioria dos que gritam macacos/macaquitos não conhecem essas histórias e só reproduzem mesmo o arsenal de preconceito sociorracial que temos incrustados na sociedade.
      Sabes, Helio e demais leitores, eu espero ver ainda um primeiro delegado/delegada que não trate as vítimas de racismo como ’suspreto’ ’suspreta’ e um juiz, juíza que tenha coragem de condenar exemplarmente um criminoso racista.
      O dia que isso de fato acontecer no Brasil, pessoas como esta médica de Aracaju (alguém sabe o nome dela?) procurará, ao menos, controlar um pouco mais seus preconceitos.
      Será que viverei para ver este fato ocorrer aqui?

  • Bom, estou inocente, ou alienada, por que nao sei desse caso, nao identifiquei pelo post. ( Tambem nao vi ofilme por que meu computador esta de mal a pior, o troço encrenca. Quanto a medica, a gente uma tendencia a achar que essa pessoas ( de “branco”, em geral brancas tb, por que a questao do racismo passa pela questao de classe social, no Brasil. Se for rico, nao importa a cor, é branco), mas enfim, a gente tende achar que medico esta com toda a bola por queé medico. Pois tem medico doido, medico racista, medico assassino, medico estuprador ( haja visto aquele que inseminava, desgraçado), medico sem diploma, medico de todo jeito. E nao necessariamente representa classe nenhuma, fala por ela sozinha, louca varrida, no caso que voce expoe. De toda maneira, entendo o que voce quis dizer.
    Boa semana,
    Cam

  • Luís Henrique Garcia

    pessoal, quero dar minha humilde contribuição sobre este tema, a mulher deve pagar pelo que fez sim, mas não podemos deixar que uma mulher descontrolada sirva como base para concluírmos que o Brasil é um país racista, como andam dizendo por aí. Com certeza o racismo existe, em uma determinada proporção, em determinados grupos, mas vejo sempre os negros vendo o racismo onde ele não existe, já é um estigma, e isso atrapalha nossa evolução. Deixando claro que houve sim, no caso do aeroporto, mas não serve como regra.

    • .. só uma coisa: Não é que os negros veem racismo onde não existe, é que esta é uma situação que só pode testemunhar quem vive na pele, não quem observa de fora.

  • ô Carlos Andrade, sua colega de profissão tb disse ao atendente que se sua vida um dia depender dela, ele morre. Ela tinha que perder a licença.

  • Rafael Silvestre

    Polícia, Branquitude, mimo – nem o palavrão cabe aqui. Vou pedir ao tempo e ao vento que permita a resposta certa para essa pessoa.

  • … bela justificativa a dela, por acaso ela procurou o atendente para pedir-lhe desculpas e dizer que estava transtornada???
    O Brasil ñ é um país racista, mas hipócrita. Ela não manifestou o racismo de uma classe social, mas a hipocresia que está presente em grande parte da população.

  • Luís Henrique Garcia

    a médica cometeu racismo, estou engajado nesta luta, o que todos precisam avaliar, até para fortalecer o movimento é que se fosse uma pessoa negra barrada nesta mesma situação, iria pro jornal dizendo que perdeu o vôo por racismo, canso de ver situações como essa. O Brasil é um país hipócrita, isso sim, fechei com essa aí.

  • Francisco Dias

    Alguma informações:
    O nome da médica á Ana Flávia Pinto Silva, dermatologista. Para quem acha que ela estava vindo da festa de casamento saibam que o casamento ocorreu há 1 semana. Ela por intermédio de seus advogados soltou uma nota hoje se desculpando do ocorrido e culpando além do estresse “os conhecidos tratamentos precários dispensados aos usuários do transporte aéreo” – (palavras dela) (ver link http://www.nenoticias.com.br/lery.php?var=1257385284). O rapaz esteve prestando depoimento hoje (05/10/2009) à delegada de grupos vulneráveis. E que isso tenha um final digno de um país democrático, ela com direito de defesa, mas punida pela sua atitude irracional.
    Abraços

  • Olá a todos.
    Recomendo um documentário sensacional sobre o tema: “Blue Eyes”, tem no youtube.

    Uma professora de um grupo de crianças determina que os “olhos azuis” são inferiores, burros, lerdos, sem os mesmos direitos. Como os olhos azuis não são vistos de longe as crianças usam uma espécie de coleira para facilitar a identificação a distância de uma pessoa inferior.

    É incrível perceber como as crianças de olhos azuis rapidamente perdem totalmente a auto estima.

    A experiência original foi no inicio dos anos 70, o documentário é mais recente.

    Em uma palestra, pede duas vezes para um auditório lotado:
    “Quero que toda pessoa branca que gostaria de ser
    tratada como a sociedade trata os cidadãos negros levante-se agora”.
    Ninguém levanta. Ela continua:
    “Isso deixa claro que todos sabem o que está acontecendo. Vocês não querem isso para vocês. Então porque aceitam e permitem que aconteça com outros?”

    Isso é só o começo…

  • Racismo de mãos dadas com a soberba.
    Realmente há que enfrentar esse câncer.
    Mas estranho, para mim, foi a mensagem que vi ao tentar assistir ao vídeo: “Este vídeo foi removido por violação dos termos de uso”.
    Quem violou o que, ora bolas?
    Tentei aceder ao vídeo pelo link, mas as Organizações Globo não deram acesso a essa matéria – ou eu não soube encontrar o caminho das pedras.

  • Quero me desculpar, doutora Conceição.
    Eu fui preguiçoso, e por isso não encontrei o vídeo – que, no quadro inserido no post de Maria Frô, realmente remete à mensagem de que fora removido.
    De fato, é uma indignidade – ora, racismo é, pelas nossas leis, um crime inafiançável. Não havia espaço para contemplações. O senhor Delegado plantonista devia haver-lhe recolhido a uma cela – é esse o seu dever funcional, afinal de contas.
    E a doutora, pedindo desculpas à sociedade?
    Será que tem consciência de que o racismo constitui uma fissura no tecido social, e por isso fere todo o povo?
    Ou será que se desculpou com a “sociedade” porque cometera uma “indelicadeza”?
    Ou, quem sabe, o fez porque não acha necessário retratar-se com sua vítima direta?
    Então é simples assim, cometer crimes e, depois, pedir desculpas pelos excessos?
    Realmente, é uma criança mimada.
    Não tem o equilíbrio necessário para exercer a medicina.
    Afinal de contas, a dermatologia não se limita à estética (e mesmo que assim fosse, não é como brincar de casinha).

    • Mas conseguiu acessando o link logo acima do vídeo, certo?
      Removeram mesmo o vídeo, mas caso não tenha visto clique no link que postei logo acima do vídeo é direto para o link da tv sergipe.
      abraços

  • Não consegui ver o vídeo e confesso não desejar ver ato tão estúpido e intolarante, onde uma pessoa sob o manto da proporção reduzida de melanina e de um diploma se acha no direito de animalizar outro ser humano.
    Há muito a se caminhar em direção a igualdade de direitos nesse país e nem precisamos pensar muito para ver onde está a raiz do problema. Num país onde apenas uma minoria viu-se historicamente beneficiada com educação de qualidade cenas como essas ocorrem diariamente sob o olhar de uma polícia e justiça incapaz de ir contra tamanha insanidade.
    Vivemos sim num país racista e segregado socialmente que é pintado como a última maravilha da Terra, (devido a miscegenação tão utilizada para desmerecer a luta do movimento negro) mesmo que diariamente negros e mestiços sejam destratados em seus empregos e ao usufruirem espaços privados e públicos de metrópoles e pequenas cidades.
    Um país onde os ditos mais civilizados cometem tanta barbáries e atos preconceituosos e racistas precisa urgentemente ser reinventado, pois já vivemos um apartheid mediante o uso de favelas, cortiços, palafitas e perda de direitos civis da população negra que está entregue a própria sorte convivendo com monstros que aindam acreditam em superioridade racial.

  • É preciso separar as duas questões. Racismo é crime e deveria, sempre, ser tratado como tal: racismo. O Judiciário, ultimamente, tem apelado à figura da “injúria racial”, para amenizar a situação e oferecer uma via de escape para o criminoso. Absurdo: racismo é crime, inafiançável, de acordo com nossa Constituição. As cotas e as ações afirmativas (que não se limitam às cotas) são outro debate. Relacionado, obviamente, à questão racial (ou seria étnica), mas não nos mesmos moldes.


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